Dias atrás, mas precisamente em 29/03/2007, escrevi neste espaço sobre algumas constatações apuradas pelo Latinobarómetro (http://www.latinobarometro.org/), um imenso relatório feito a partir de pesquisa de opinião pública realizada em 18 países da América Latina. O relatório pode ser encarado como uma síntese do pensamento de 400 milhões de pessoas que vivem na região e um dos vários temas abordados foi o grau de credibilidade de instituições, como Congresso, Justiça e Partidos Políticos, entre outras. Apesar de não se enquadrar na categoria “institituições”, propriamente ditas, o elenco de opções incluía bombeiros e vizinhos, além do rádio, TV, jornais e revistas.
O texto completo por ser lido aqui (http://robson-pereira.blogspot.com/2007/03/vizinhos-mais-confiveis-do-que.html)
No texto abaixo, pretendo abordar apenas uma pequeníssima parte do relatório, mais especificamente a liderança absoluta dos bombeiros (82%) no ranking de credibilidade nos 18 países onde a pesquisa foi realizada.
Tamanha credibilidade nos bombeiros, apesar de não ser nova, continua um mistério para mim. Não que discorde dos resultados da pesquisa ou mesmo que eles não mereçam. Só não entendo. Talvez isso ocorra pela imagem de heróis que ontestam ou pelos perigos que enfrentam salvando vidas alheias enquanto colocam as suas próprias em risco.
Procurando pistas para eliminar ao menos parte destas dúvidas, localizei dados importantes no relatório Perfil das Organizações de Segurança Pública, divulgado recentemente pela Secretaria Nacional de Segurança Pública. É um calhamaço, com quase 150 páginas, analisando descrevendo o chamado Perfil das Organizações de Segurança Pública, englobando atividades do Corpo de Bombeiros, Policia Militar, Polícia Civil e da Guarda Municial em todo o País.
Merece uma leitura mais apurada e quem estiver disposto pode encontrar a íntegra do documento no endereço www.infoseg.gov.br/quest_pm_vers_2005.pdf. Separei alguns dados globais na expectativa de chegar a alguma conclusão. Servem, no mínimo, para conhecermos um pouco mais da rotina dos nossos “super-heróis”.
Na média nacional, 62,4% do efetivo do Corpo de Bombeiros têm mais de 10 anos de serviço. Os equipamentos utilizados por eles são modernos e constamente renovados. A maior parte participa ou já participou de programas de reciclagem profissional.
Mas ao contrário do que supõe a nossa vã filosofia, as atividades mais executadas pelos bombeiros não é o combate ao fogo ou operações que representem um alto risco de vidas. A estatísticas da Secretaria Nacional de Segurança Pública revelam que atendimentos pré-hospitalares, registro de ocorrências de acidentes e avaliações de projetos e realização de vistorias são as atividades mais realizadas por bombeiros em todo o País.
Vejamos:
O “perfil” dos bombeiros traçado pela Senaseg, a partir de dados repassados pelos próprios bombeiros, reserva um capítulo para a análise do cotidiano profissional da categoria, distribuido em cinco tipos de ocorrências: Incêndios, Explosões, Acidentes, Salvamentos, Buscas e Resgates, e Falsos Avisos e Ocorrências Não Atendidas.
Em 2005, o relatório nacional de atividades dos bombeiros registram 137.779 ocorrências de incêndios, 149 de explosões, 484.024 ocorrências de acidentes, 308.162 de salvamento, busca e resgates e 131.292 falsos avisos e não atendidimento.
Fazendo as contas, dá um total de 1.061.406 ocorrências.
Reparem que a soma de acidentes e falsos avisos e ocorrências não atendidas representam cerca de 60% do total.
Ao detalhar o item “Salvamento, Buscas e Resgates”, como 308.162 registros de ocorrências, algumas surpresas:
- em 38.162 vezes os bombeiros foram chamados para atividades de captura ou salvamentos de animais.
- existem na relação 40.134 registros para extermínio de insetos, número que equivale a duas vezes e meia o total de ocorrências de afogamento;
- 37.647 registros para corte de árvores, o que representam quase 10 vezes mais do chamados para tentativas de suicídios;
- 2.809 desobstruções de vias públicas;
- 143.994 ocorrências registradas como “outras”;
- 90% dos chamados descritos no item “explosões” não incluiam artefatos explosivos.
No grupo dos incêndios, as ocorrências mais freqüentes incluem residências e incêndios florestais. As menos freqüentes, aeronaves, cinemas ou teatros.
No item acidentes, as ocorrências mais comuns foram as de acidentes com vítima não fatal. Raros foram os casos envolvendo acidentes ferroviários e com aeronaves.
Não sei se o festival de estatíticas acima ajuda a entender o por quê de tamanha – e certamente merecida – credibilidade dos nossos bravos bombeiros. Mas uma conclusão é inevitável: a profissão (o meu sonho decriança) é típica daqueles de carne e ossos, como qualquer ser comum, com muito pouco espaço reservado a super-heróis.
Um último comentário a respeito: o leque de opções nessas pesquisas de opinião publica sobre credibilidade deveria ser ampliado. Gostaria de ver o resultado de uma amostra envolvendo outros personagens do dia a dia das pessoas. Quem ganharia o duelo bombeiros x carteiros ou até mesmo bombeiros x garis. Até por que ganhar de políticos e partidos políticos é bater em “cachorro morto”, como dizem por aí.
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4 de abr. de 2007
29 de mar. de 2007
Desemprego, violência e inflação
Outros dados que considerei importante destacar na última edição do Latinobarómetro:
1. Desemprego e violência são os problemas que os cidadãos latinos consideram mais importantes, com 24% e 16%, respectivamente, embora com variações importantes de país para país.
2. Em 8 das 18 nações onde a pesquisa foi realizada, o desemprego foi apontado como o inimigo a ser vencido. O Brasil faz parte deste grupo.
3. Já violência, foi apontada como o maior problema em cinco países. A Argentina caiu neste grupo.
4. Para os habitantes da República Dominicana, o problema mais afligente na atualidade é a inflação.
5. Na Colômbia, um em cada três entrevistados apontou o terrorismo como o maior problema enfrentado pelo país.
Mas como média é média, o fantasma do desemprego e o crescimento da violência podem ser considerados os principais problemas na América Latina de hoje, rezevando-se, na maioria dos 18 países, nas duas primeiras posições do ranking.
Vale registrar que em apenas 3 anos dobrou o número de pessoas que passaram a considerar a violência como o problema mais grave na região (de 8%, em 2003, para 16%, em 2006). Enquanto o desemprego, no mesmo período, caiu de 30% para 24% na prioridade identificada pelos latinos.
1. Desemprego e violência são os problemas que os cidadãos latinos consideram mais importantes, com 24% e 16%, respectivamente, embora com variações importantes de país para país.
2. Em 8 das 18 nações onde a pesquisa foi realizada, o desemprego foi apontado como o inimigo a ser vencido. O Brasil faz parte deste grupo.
3. Já violência, foi apontada como o maior problema em cinco países. A Argentina caiu neste grupo.
4. Para os habitantes da República Dominicana, o problema mais afligente na atualidade é a inflação.
5. Na Colômbia, um em cada três entrevistados apontou o terrorismo como o maior problema enfrentado pelo país.
Mas como média é média, o fantasma do desemprego e o crescimento da violência podem ser considerados os principais problemas na América Latina de hoje, rezevando-se, na maioria dos 18 países, nas duas primeiras posições do ranking.
Vale registrar que em apenas 3 anos dobrou o número de pessoas que passaram a considerar a violência como o problema mais grave na região (de 8%, em 2003, para 16%, em 2006). Enquanto o desemprego, no mesmo período, caiu de 30% para 24% na prioridade identificada pelos latinos.
Uma onda? Não. No máximo, uma marola
No dia 30 de janeiro deste ano, Marta Lagos, diretora do Latinobarómetro, uma Organização Não-Governamental, com sede no Chile, esteve na sede da Organização dos Estados Americanos, a OEA, para apresentar uma síntese do pensamento de 400 milhões de pessoas residentes nos 18 países que formam a chamada América Latina. A pesquisa coordenada por ela é realizada anualmente desde 1995 e o trabalho é explicitamente inspirado em estudo semelhante realizado no âmbito da União Européia.
A maioria dos temas abordados no Latinobarómetro é recorrente. Repete-se ano após ano, como forma de acompanhamento permanente do pensamento médio de cada cidadão sobre temas de interesse comum da região onde vivem. Mas a cada pesquisa um ingrediente novo é incluído nas pesquisas e é exatamente este tema novo que acaba chamando a atenção da mídia como um todo.
Nos dados apresentados por Marta Lagos, o tema predominante este ano foi uma espécie de radiografia da democracia na América Latina, talvez, influenciado pela polêmica visão do presidente da Venezuela, Hugo Chavez, sobre a tal “onda esquerdista” que estaria varrendo a região.
Pelos dados coletados pelo Latinobarómetro, Chavez equivocou-se, a começar pelo seu próprio país. Numa escala de 0 a 10, onde 0 representa a extrema esquerda e 10, a extrema direita, a América Latina registrou média de 5,4. ou seja, ligeiramente mais para a direita do que para a esquerda. Cerca de 40% dos venezuelanos se declararam como “de centro”, enquanto 33% auto definiram-se como “de direita”. Só 27%, portanto, estariam, na Venezuela, absorvidos pela tal “onda esquerdista”.
Vários outros índices aferidos pelo Latinobarómetro derrubam a tese levantada pelo presidente venezuelano, mas isso já foi bastante explorado pela imprensa e não vale a pena repetí-los aqui. Quem tiver maiores interesses nessa e em outras questões relacionadas, pode acessaro documento em http://www.latinobarometro.org/. Tem dados interessantes, inclusive sobre o que os latinos americanos entendem por democracia.
A maioria dos temas abordados no Latinobarómetro é recorrente. Repete-se ano após ano, como forma de acompanhamento permanente do pensamento médio de cada cidadão sobre temas de interesse comum da região onde vivem. Mas a cada pesquisa um ingrediente novo é incluído nas pesquisas e é exatamente este tema novo que acaba chamando a atenção da mídia como um todo.
Nos dados apresentados por Marta Lagos, o tema predominante este ano foi uma espécie de radiografia da democracia na América Latina, talvez, influenciado pela polêmica visão do presidente da Venezuela, Hugo Chavez, sobre a tal “onda esquerdista” que estaria varrendo a região.
Pelos dados coletados pelo Latinobarómetro, Chavez equivocou-se, a começar pelo seu próprio país. Numa escala de 0 a 10, onde 0 representa a extrema esquerda e 10, a extrema direita, a América Latina registrou média de 5,4. ou seja, ligeiramente mais para a direita do que para a esquerda. Cerca de 40% dos venezuelanos se declararam como “de centro”, enquanto 33% auto definiram-se como “de direita”. Só 27%, portanto, estariam, na Venezuela, absorvidos pela tal “onda esquerdista”.
Vários outros índices aferidos pelo Latinobarómetro derrubam a tese levantada pelo presidente venezuelano, mas isso já foi bastante explorado pela imprensa e não vale a pena repetí-los aqui. Quem tiver maiores interesses nessa e em outras questões relacionadas, pode acessaro documento em http://www.latinobarometro.org/. Tem dados interessantes, inclusive sobre o que os latinos americanos entendem por democracia.
As 10 principais lideranças na América Latina
O Top Ten dos líderes da América Latina, segundo o Latinobarómetro ficou assim, sempre lembrando que foi utilizada a tradicional escala de 0 a 10:
Luiz Inácio Lula da Silva - 5.8
Michelle Bachelet – 5.5
Álvaro Uribe – 5.4
Néstor Kirchner – 5.0
Tabaré Vázquez – 5.0
Evo Morales – 5.0
Hugo Chávez – 4.6
George W. Bush – 4.6
Alan García – 4.5
Fidel Castro – 4.4
Aproveite o rankng e teste o seu grau de conhecimento, colocando o nome do país ao lado de cada presidente.
Luiz Inácio Lula da Silva - 5.8
Michelle Bachelet – 5.5
Álvaro Uribe – 5.4
Néstor Kirchner – 5.0
Tabaré Vázquez – 5.0
Evo Morales – 5.0
Hugo Chávez – 4.6
George W. Bush – 4.6
Alan García – 4.5
Fidel Castro – 4.4
Aproveite o rankng e teste o seu grau de conhecimento, colocando o nome do país ao lado de cada presidente.
A dificuldade de ser líder na América Latina
É difícil ser líder na América Latina, concluiu o Latinobarómetro. Isso porque, apesar de (obviamente) conhecer bem o seu próprio presidente, pequena é a parcela da população latina que admite conhecer o principal mandatário de um país não necessariamente vizinho ao seu.
Cerca de 40% da população da Argentina, Brasil, Bolívia, Peru e Chile reconhecem os nomes dos seus respectivos presidentes. Mas ser presidente de um país não-vizinho é amargar um anonimato na região.
Mesmo Fidel Castro, há várias décadas no poder, e George Bush, o mais poderoso em todo o mundo, tem um índice de conhecimento considerado baixo pela população da América Latina. Segundo o Latinobarómetro, 21% da população da região não conseguiu dizer quem é um ou quem é o outro.
Hugo Chavez também é um completo desconhecido fora de seus domínios. Cerca de 30% dos latino americanos não o conhecem.
Para tentar encontrar um possível candidato a líder na região, o Latinobarómetro usou duas escalas. A primeira, mostra o quanto cada presidente é conhecido nos demais países. A outra, é a avaliação que a população local faz sobre ele.
Os que se saíram melhor no quesito reconhecimento foram, pela ordem, o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, a chilena Michelle Bachelet e o uruguaio Álvaro Uribe.
No quesito aprovação, as três primeiras posições foram mantidas. Na escala de 0 a 10, deu Lula, com 5.8, Michelle Bachelet, com 5.5 e Álvaro Uribe, 5.4.
Nos 18 países onde foi realizada a pesquisa, o brasileiro Lula ficou reprovado apenas no Chile, El Salvador e Honduras, com índice de aprovação de 4.9 nos três países. Já o maior índice de aprovação do presidente brasileira foi registrado na Venezuela, com 7.0.
Curiosamente, George Bush e o venezuelano Hugo Chavez possui o mesmo índice de desaprovação (39%) na América Latina. Ambos estão pouco acima do cubano Fidel Castro, que embora conhecido por 79% da população latino americana (ou desconhecido por 21%, conforme o ponto de vista), recebeu a pior avaliação, com 41% de desaprovação.
Sobre Bush, o Latinobarómetro concluiu sua imagem é melhor nos países da América Central e na Colômbia e pior na Argentina, no Uruguai e no Chile. Enquanto no Panamá Bush tem uma imagem positiva de 61% da população, na Argentina para míseros 6%.
Cerca de 40% da população da Argentina, Brasil, Bolívia, Peru e Chile reconhecem os nomes dos seus respectivos presidentes. Mas ser presidente de um país não-vizinho é amargar um anonimato na região.
Mesmo Fidel Castro, há várias décadas no poder, e George Bush, o mais poderoso em todo o mundo, tem um índice de conhecimento considerado baixo pela população da América Latina. Segundo o Latinobarómetro, 21% da população da região não conseguiu dizer quem é um ou quem é o outro.
Hugo Chavez também é um completo desconhecido fora de seus domínios. Cerca de 30% dos latino americanos não o conhecem.
Para tentar encontrar um possível candidato a líder na região, o Latinobarómetro usou duas escalas. A primeira, mostra o quanto cada presidente é conhecido nos demais países. A outra, é a avaliação que a população local faz sobre ele.
Os que se saíram melhor no quesito reconhecimento foram, pela ordem, o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, a chilena Michelle Bachelet e o uruguaio Álvaro Uribe.
No quesito aprovação, as três primeiras posições foram mantidas. Na escala de 0 a 10, deu Lula, com 5.8, Michelle Bachelet, com 5.5 e Álvaro Uribe, 5.4.
Nos 18 países onde foi realizada a pesquisa, o brasileiro Lula ficou reprovado apenas no Chile, El Salvador e Honduras, com índice de aprovação de 4.9 nos três países. Já o maior índice de aprovação do presidente brasileira foi registrado na Venezuela, com 7.0.
Curiosamente, George Bush e o venezuelano Hugo Chavez possui o mesmo índice de desaprovação (39%) na América Latina. Ambos estão pouco acima do cubano Fidel Castro, que embora conhecido por 79% da população latino americana (ou desconhecido por 21%, conforme o ponto de vista), recebeu a pior avaliação, com 41% de desaprovação.
Sobre Bush, o Latinobarómetro concluiu sua imagem é melhor nos países da América Central e na Colômbia e pior na Argentina, no Uruguai e no Chile. Enquanto no Panamá Bush tem uma imagem positiva de 61% da população, na Argentina para míseros 6%.
Vizinhos mais confiáveis do que presidentes
Ao voltar sua atenção praticamente para as questões de natureza estritamente ideológica, faltou espaço na mídia para abordar temas bem mais próximos do dia-a-dia do cidadão latino.
Vejamos alguns desses resultados, todos extraídos do relatório original produzido pelo Latinobarómetro:
1. O cidadão comum na América Latina confia mais no seu vizinho do que no presidente do seu país. Vizinhos, 58%, presidentes, 47% na média da região.
2. Jornais e revistas (44%) têm menos credibilidade do que Rádio (69%) e TV (64%). E também são menos confiáveis dos que os vizinhos (58%).
3. A confiança no Congresso (27%) é maior apenas do que nos partidos políticos (22%), a instrituição com menor índice de credibilidade em toda a América Latina, situação que se manteve inalterada desde que a pesquisa de opinião pública foi realizada pela primeira vez em 1995.
4. No topo da tabela de confiabilidade também não houve alteração. Bombeiros (com índice de credibilidade de 82%) e Igreja (71%) ocupam as duas primeiras posições no ranking da América Latina. Aceito, mas sinceramente não consigo entender.
Enfim, para que você mesmo faça outras comparações possíveis, eis o ranking completo:
Bombeiros – 82%
Igreja - 71%
Rádio – 69%
TV – 64%
Vizinhos – 58%
Presidente – 47%
Tribunal Eleitoral – 47%
Jornais e Revistas- 44%
Forças Armadas – 44%
Estatais – 43%
Empresas Privadas – 42%
Polícia – 37%
Judiciário – 36%
Congresso – 27%
Partidos políticos – 22%
Vejamos alguns desses resultados, todos extraídos do relatório original produzido pelo Latinobarómetro:
1. O cidadão comum na América Latina confia mais no seu vizinho do que no presidente do seu país. Vizinhos, 58%, presidentes, 47% na média da região.
2. Jornais e revistas (44%) têm menos credibilidade do que Rádio (69%) e TV (64%). E também são menos confiáveis dos que os vizinhos (58%).
3. A confiança no Congresso (27%) é maior apenas do que nos partidos políticos (22%), a instrituição com menor índice de credibilidade em toda a América Latina, situação que se manteve inalterada desde que a pesquisa de opinião pública foi realizada pela primeira vez em 1995.
4. No topo da tabela de confiabilidade também não houve alteração. Bombeiros (com índice de credibilidade de 82%) e Igreja (71%) ocupam as duas primeiras posições no ranking da América Latina. Aceito, mas sinceramente não consigo entender.
Enfim, para que você mesmo faça outras comparações possíveis, eis o ranking completo:
Bombeiros – 82%
Igreja - 71%
Rádio – 69%
TV – 64%
Vizinhos – 58%
Presidente – 47%
Tribunal Eleitoral – 47%
Jornais e Revistas- 44%
Forças Armadas – 44%
Estatais – 43%
Empresas Privadas – 42%
Polícia – 37%
Judiciário – 36%
Congresso – 27%
Partidos políticos – 22%
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